Corte de verba universitária compromete o futuro do ensino público superior no Brasil

Cortes e impossibilidades para o futuro dos estudantes nas universidades federais. É um momento dos reitores, diretores, coordenadores pararem para pensar e refletir como fazer para que os 30% de corte não venham refletir no ensino universitário e também não venha abalar toda a estrutura, desde limpeza até o corpo docente. No dia 30 de abril, o Ministro da Educação Abraham Weintraub, declarou para todo o país o corte de 30% nas verbas de todas as universidades federais. Devido a essa declaração no dia 15 de maio os estudantes fizeram uma passeata no centro da cidade do Rio e levantaram as suas bandeiras para reivindicar e gritar para o governo que cada cidadão brasileiro, sem distinção de raça ou posição social, tem o direito de estudar e ter o seu espaço em uma universidade federal.

É o caso da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-Campus Nova Iguaçu (UFRRJ). O corte de verba mexeu com toda a estrutura das universidades, principalmente a Rural de Nova Iguaçu. Segundo o Ministro da Educação, o orçamento foi bloqueado por fazerem “balbúrdia” dentro da universidade, além do baixo desempenho acadêmico. Para entender melhor o que está acontecendo à reportagem do CL esteve no Campus da Rural em Nova Iguaçu e entrevistou Álvaro Pereira do Nascimento (mestre, doutor e professor dos cursos de graduação e pós-graduação em História e pesquisador de produtividade do CNPq).  A pergunta é: O que você pode falar sobre a agressão do governo ao ensino superior público? “Ela vem pelo menos em duas frentes: uma é a parte financeira que  é observável, quantificável; a outra é a parte da desmoralização com a própria deslegitimação do ensino superior no Brasil como algo positivo para a sociedade como todo, e essa eu acho que é uma das piores coisas. Os dois ataques são pesados porque no financeiro ele ataca diretamente as pessoas que estão procurando outro mundo e tem sonhos a realizar, e esses sonhos passam pela universidade. O outro eu entendo que é muito ruim porque a universidade como todo parece que não tem sentindo, é um peso morto, algo desnecessário que só gasta dinheiro e que não deveria ser a razão de ser posto qualquer tipo de níquel do governo federal no ensino superior que é uma aberração”,disse Álvaro. Segundo Álvaro, não há necessidade de cortes do governo federal nas universidades para financiar a educação básica brasileira. “Porém o que era responsável, e é até hoje, é a base. Pela educação básica o peso maior recai sob os municípios, e estados. O ensino fundamental, que vai primeiro ao nono ano, é responsabilidade dos municípios, e o segundo grau, que é o ensino médio, é dos governos estaduais. O governo federal vem incentivando e financiando também o ensino médio. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso, governo vem tentando criar um salário mínimo nacional para os docentes da educação municipal, nenhum professor pode ganhar menos que um salário mínimo. O governo federal complementa esse salário nos municípios que precisam muito desse valor. Eu quero chamar a atenção para um fato: o governo federal tem a prioridade do ensino superior ele ampliou o financiamento para educação básica. Há muitas décadas, sendo o ensino fundamental com os municípios que não tem capacidade de pagar o salário mínimo integral ao seu corpo docente. Eu quero chamar a atenção para o fato que o governo federal já financia a educação básica brasileira sem ser prioridade dele, o que na verdade já está na Constituição a obrigatoriedade dos municípios e estados. O que está se falando é cortar o dinheiro da universidade para financiar a educação básica, mas o governo federal já faz isso há muito tempo e a segunda coisa a universidade aí  tem  mea  culpa: durante muito tempo esteve afastada das classes mais pobres, média baixa de pessoas que terminavam o segundo grau e não conseguiam perceber a importância da universidade para o Brasil”,falou Álvaro Pereira. Segundo ele, a UFRRJ na Baixada é um direito a todos os estudantes. “É um direito das pessoas terem acesso ao ensino superior ”, comentou Álvaro.  Todos da universidade, desde corpo docente até o corpo discente se sentiram agredidos pelas palavras do presidente da República e o ministro da Educação. “O que nos deixa estupefatos extremamente tristes, do atual presidente e do ministro da Educação, mas também de muitas pessoas, é falar que nós estamos andando nus em nosso campus, que fazemos balbúrdia e todos nossos alunos são drogados e só vivem em festa e não trabalham e isso aqui é algo que não tem nenhum tipo de seriedade. Isso é uma falta de respeito comigo e quanto aos docentes é uma falta de respeito com os meus alunos, funcionários e familiares. Isso é um absurdo!”,ressaltou o professor Álvaro. O corte do financiamento irá atingir a toda universidade. “Você corta 30%, você corta sonhos, esperança, cursos que são concorridos como veterinária, medicina, direito, entre outros. Vai cortar bolsas para pesquisas,financiamento. Você corta negros e pobres. O que é mais grave é a bolsa permanência de R$ 400,00 para pagar a passagem de alunos carentes durante todo o curso.  Temos o serviço social que acompanha tudo isso”,concluiu Álvaro Pereira do Nascimento,professor da UFRRJ-Nova Iguaçu.

 

 

 

Polícia Militar vem combatendo o tráfico de drogas

A polícia militar apreendeu no dia 8 de julho, na Rua Floresta Miranda, bairro do K11, Nova Iguaçu três elementos que portavam 260 sacolés de cocaínas, 45 pedras de crack, 215 sacolés de maconha. Os elementos foram conduzidos a DP e foram autuados no art.33 da Lei 11343/06 permanecendo presos.

Granada é encontrada no bairro do Paiol

Policiais encontraram na manhã do dia 8 de julho, uma granada na Rua Capitão Alfredo Antunes, bairro do Paiol, Nilópolis. Uma guarnição esteve no local e observou que a granada estava com pino e alça. Devido ao grande fluxo de pessoas que passavam por ali, para a segurança das pessoas a granada foi encaminhada ao 57º DP onde foi apreendido.

Segurança para Nova Iguaçu

O 20º Batalhão da Polícia Militar de Mesquita está fazendo um trabalho de qualidade na segurança dos bairros de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis. O Tenente Coronel Dantas tem atuado com a sua equipe de policiais na segurança da população. Vem ocorrendo repreensão de bailes funk irregulares no interior de comunidades, a exemplo Buraco do Boi.

Repórteres exercem dupla função

O Sindicato dos Jornalistas do Município e o Sindicato dos Radialistas do Estado neste mês de maio informou ao Ministério do Trabalho sobre o acúmulo de função de repórteres cinematográficos, que são pressionados a trabalhar como auxiliares de câmera, conforme denúncia da Comissão de Empregados. A Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (Acerp) – fornecedora de conteúdo para a TV Brasil – e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) serão convocadas para mesa redonda na Delegacia Regional do Trabalho. Esta é a segunda vez que a Acerp é denunciada ao Ministério do Trabalho pelo Sindicato dos Jornalistas em menos de dois anos.

Direitos da Mulher completa um ano

Nilópolis comemorou no dia 27 de agosto com as superintendências municipais dos Direitos da Mulher e da Promoção de Igualdade Racial, o aniversário de um ano da Posse do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e a entrega de certificados do curso Negras Criativas.

Palestra sobre deficiente visual no MAB de Nova Iguaçu

No dia 27 de setembro às 14hs, o MAB estará realizando uma reunião para pessoas com deficiência visual. O palestrante é Alexandre do Sindicato de Deficiente Visual do Rio de Janeiro.

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Empresas de rádio e TV recusam negociar salário digno para jornalistas

Os representantes das empresas de rádio e TV não apresentaram nenhuma solução na última rodada da campanha salarial, realizada na sexta-feira (06/06). Foram mantidas as cláusulas da proposta anterior,consideradas insuficientes pela categoria,que rejeitou em assembléia.